sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A contribuição do pecuarista para o melhoramento genético

Olá galera , eu acabei de criar o blog e tava dando uma olhada em algumas notícias recentes e essa me chamou a atenção, é da revista DBO e fala sobre as novidades no melhoramento genético em bovinos de corte, assim como novas ferramentas como a ultrassonografia para ajudar na seleção dos animais com as melhores características.

Mais precisamente, o tema abordou a importancia do pecuarista na seleção genética e de como ele poderá otimizar o ganho genético em seu rebanho.

Bom, vou postar a matéria aqui e quem se interessar, procurem no site da revista para acessar a matéria completa! www.portaldbo.com.br.



As pesquisas sobre avaliação genética e melhoramento animal estão em constante aprimoramento para garantir que a seleção feita por orientação das DEPs (Diferenças Esperadas de Progênie) venha de encontro aos objetivos definidos pelo pecuarista. Paralelamente há o avanço da ciência com a maior disponibilidade de informações, inclusive com o uso de ferramentas como ultrassonografia e, em futuro próximo, dados de DNA.
O tema foi discutido durante o 2º. workshop internacional sobre os avanços em avaliação genética de gado de corte, no início de julho. A organização coube a Embrapa Gado de Corte em parceria com a Sociedade Brasileira de Melhoramento Animal. A reportagem completa sobre o evento está na revista DBO do mês de agosto.
Pode-se constatar que os cientistas estão revendo conceitos e buscando novas metodologias. Exemplo é a normatização para uso da ultrassonografia e a discussão sobre sistemas de cálculos e modelos matemáticos, o que tomou grande parte das apresentações do workshop. Em apoio, o pecuarista também pode contribuir se investir em estratégias para otimizar o ganho genético em seu rebanho.
Para o melhorista Luiz Otávio Campos da Silva, da Embrapa Gado de Corte, é importante que o produtor faça uma avaliação criteriosa de seu rebanho e saiba quais as características que precisam ser trabalhadas para atingir seu objetivo de seleção. A taxa de ganho genético do rebanho dependerá da intensidade de seleção, acurácia dos dados, variabilidade genética disponível e do intervalo entre gerações.
Dentre os fatores que interferem na intensidade de seleção, o pesquisador Roberto Torres, da Embrapa Gado de Corte, enfatiza a necessidade de ser fiel ao critério de seleção estabelecido ao se praticar ações como acasalamentos, descartes etc. Ele aconselha a adoção de um bom manejo para melhorar os índices de prenhez e fazer uso das tecnologias reprodutivas. Contar com uma base numerosa de fêmeas também é um fator positivo.
Visando aumentar a proporção de fêmeas ativas, o pesquisador sugere alternativas como reduzir a idade ao primeiro parto e a comercialização dos touros em idades mais jovens em comparação com o que é feito habitualmente; assim, libera-se área para o rebanho de fêmeas.
Torres também lembra a importância de se balancear a intensidade de seleção de machos e fêmeas, principalmente após o advento de tecnologias como sêmen sexado.
No que se refere à acurácia e sua contribuição para o aumento do ganho, ela será beneficiada com as ações de treinamento da equipe e padronização de coleta de dados, concentração de nascimentos, aplicação de manejo único e rigidez em manter os grupos contemporâneos, além da utilização de metodologias de análise superiores.
Para maximizar os ganhos genéticos é válido aumentar a variabilidade existente. "É importante que o pecuarista comece a seleção com uma base genética ampla. Com o passar dos anos ele terá dificuldade para introduzir novo material que não esteja no mesmo nível de qualidade", reconhece o pesquisador.





Valeu e até a próxima postagem,

Hugo

7 comentários:

  1. Olá Hugo,
    Boa escolha da reportagem. Vamos usar grande parte dos conceitos citados na próxima aula de melhoramento.
    Muito interessante o comentário sobre o sêmen sexado e a intensidade de seleção. Realmente é uma saída para se aumentar a intensidade de seleção das fêmeas.
    Bem, não entendi a afirmação do Luiz Otávio:"é importante que o produtor faça uma avaliação criteriosa de seu rebanho e saiba quais as características que precisam ser trabalhadas para atingir seu objetivo de seleção"
    Você e seus leitores concordam com ela?

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  2. Oi Hugo! Concordo com o Ricardo sobre a boa escolha do tema.
    Tive oportunidade de participar deste evento como ouvinte e realmente a ultrassonografia está em plena utilização na avaliação genética animal, principalmente nos EUA. O interessante é que a coleta de dados é realizada por técnicos treinados sob regime intenso de estudos, aulas práticas e provas.
    Isso com certeza influencia positivamente as estimativas de parâmetros genéticos e fenotípicos.
    Você se lembra das herdabilidades baixas devido ao pouco domínio da técnica de coleta de dados? Padronização é essencial na coleta de dados e faz com que nosso "E" fique mais próximo de zero.
    Isso faz parte de uma avaliação criteriosa, como disse o Luiz Otávio.

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  3. Olá professor,
    Bom, com relação a afirmação do Luiz Otávio, eu acredito que ele quis dizer que para atingir os objetivos esperados é necessário que o pecuarista saiba o que ele quer melhorar no rebanho, se a intenção dele é o aumento no ganho de peso,aumento na taxa de prenhez ou até mesmo antecipar o periodo fértil das fêmeas. Porém para que se atinja tais objetivos é preciso que ele avalie criteriosamente o rebanho, para saber quais caracteristicas ele considera fracas no seu rebanho, ou seja, eu concordo com a afirmação pois essa análise é o primeiro passo a ser seguido para atingir melhores resultados na seleção genética, ja que após a análise, ele saberá exatamente o que e como melhorar.

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  4. Fabee!

    Que bom que postou aqui, então, o que vc disse só reafirma o que o Luiz Otávio falou, e sim , claro que lembro das aulas de herdabilidade, é por isso que a análise é o passo principal, pois quanto menor a influencia do ambiente, maior a expressão do genótipo( A+E )e consequentimente melhor é a seleção da caracteristica em questão.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Oi Hugo, muito interessante a reportagem e concordo com sua opinião, porém o que me chamou mais atenção foi a utilização da ultrassonografia no melhoramento, reportado pela Fabee.
    Bom, realmente é uma técnica sendo aperfeiçoada para medir parâmetros de avaliação clínica que possam ser utilizados para seleção, o mais precoce possível, até mesmo para tourinhos, fato esse que vem sendo atualmente pesquisado.
    Ow Hugo, por um acaso você sabe se tem alguma aplicação eficiente da ultrassonagrafia para uma criteriosa seleção no melhoramento animal?

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  7. Oi pequenino, quer dizer...
    Oi Hugo

    Muito interessante essa reportagem, tive mais clareza sobre o semen sexado, e achei que Luiz otávio explica claramente como deve ser na prática e quais esses entraves, como diz no ultimo paragrafo sobre ter uma ampla base genética para o inicio da seleção...

    muito bom

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